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| [FIC] I HATE YOU THEN I LOVE YOU; Shinhwa + Lee Hom | |
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| Tweet Topic Started: Apr 7 2007, 02:20 PM (2,089 Views) | |
| Tatiana | Apr 23 2007, 10:49 PM Post #31 |
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Wannie's Girl
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EU SIMPLESMENTE AMEI ESSE CAPÍTULO... ^^ [size=5]Capítulo 20[/size] Julie franziu a sobrancelha, mas desistiu de entender quando viu Brenda enrolar-se no roupão e sair porta afora. Subiu oito lances de escada como se eles não existissem. Chegou à porta do quarto em tempo recorde. Dong Wan a esperava, olhos caídos, cabelo despenteado, short torto e amarrotado. Brenda parou em sua frente, respiração ofegante. *_O que está havendo, Brenda? *_Eu precisei... tive um sonho, eu... – Ela não conseguia se expressar. *_Um pesadelo? O que foi de tão horrível que te fez me ligar no meio da madrugada? *_Eu... eu só precisava... eu queria, eu... *_Eu nunca te vi sem palavras. – Dong Wan puxou-a para dentro e fechou a porta. Foi com ela para a saleta, onde ninguém seria incomodado. *_Estava com medo. Foi muito real, musgo... – Ela segurou sua face nas mãos e olhou para ele, suplicante – Diga... não, prometa. Melhor, jure! Jure que você nunca vai embora. *_Você não está bem. – Ele passou a mão por sua testa, tentando medir a temperatura. – Por que eu iria embora? E por que isso é tão importante para jurar? Brenda ficou novamente sem palavras. Baixou o olhar, constrangida. Ela queria dizer, quase disse. As palavras ficaram agarradas em sua garganta. Ela o olhou, havia lágrimas em seus olhos. *_Desculpe ter te acordado... eu agora vou... *_Brenda... – Ele segurou suas mãos, impedindo que ela levantasse. – Você não vai a lugar algum... venha cá. – Dong Wan ajeitou-se no sofá e puxou-a para si. Brenda estava mole, se sentido fora do próprio corpo. Havia tomado um susto. – O que acontecia nesse sonho? *_Um acidente... você estava no meio do asfalto... *_Está tudo bem... eu estou aqui, fique tranqüila. – Ele beijou seus lábios, mesmo com ela resistindo. Virou-se no sofá, invertendo a posição. Seu corpo pesou sobre o dela, e Brenda sentiu aquele arrepio que somente Dong Wan a fazia sentir. Ela tinha que resistir a ele, porque ela um dia jurou que resistiria para sempre. Mas ela não podia fazer nada quando ele a colocava naquela posição. *_Eu vou voltar... – Ela disse, não muito certa do que queria fazer. Seu corpo se dividia entre o tremor do pavor que sentiu ao acordar e ao tremor insuportável do toque dos dedos de Dong Wan em sua pele. *_Não vai. *_Me deixe ir, musgo... estamos na saleta e... *_Dong Wan. – Ele disse, olhando diretamente em seus olhos. *_O que? *_Meu nome... diga. *_Eu não vou dizer o seu... – Antes que Brenda terminasse a frase, ele a beijou novamente. Passou a língua por seus lábios; delineou-os bem lentamente. Ela se contorceu, virando o corpo para trás. Teve vontade de matá-lo. Ela sempre tinha o controle, como ele ousava tomá-lo de suas mãos daquela forma? Dong Wan atou as mãos dela com as suas, respirando ofegante. Pressionava seu corpo contra o dela, ansioso. Mas primeiro ele completaria sua tortura. *_Diga. – Ele insistiu, beijando seu pescoço, seu colo, passando a mão pelas bordas do roupão até desatar o laço que o prendia, expondo a pele semi nua de Brenda. *_Dong Wan. – Ela estava já fora de si. – Satisfeito? *_Não foi tão difícil. Agora diga de novo. Diga meu nome... diga que me ama. Brenda já não respondia por seus atos. Era tarde, ela estava em choque. Sentiu um calafrio ainda maior quando ele abriu lentamente o roupão, beijando sua barriga, cada centímetro que estava descoberto, descendo até a linha do quadril e retirando bem devagar a última peça de roupa que estava ali. *_Eu não... *_Diga. – Ele continuou a insistir, provocativo. *_Eu te amo, Dong Wan. – Ela fechou os olhos. Todo o seu corpo tremia em espasmos que ela não conseguia controlar. Ele alcançou seus lábios e a beijou, como ele ainda não a havia beijado. Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito Nem que seja só pra te levar pra casa Depois de um dia normal Olhar teus olhos de promessas fáceis E te beijar na boca de um jeito que te faça rir (que te faça rir) Hoje eu preciso te abraçar Sentir teu cheiro de roupa limpa Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria Em estar vivo Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia Que eu faço tudo errado sempre, sempre Hoje preciso de você Com qualquer humor, com qualquer sorriso Hoje só tua presença Vai me deixar feliz Só hoje |
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| Tatiana | Apr 24 2007, 12:40 AM Post #32 |
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Wannie's Girl
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[size=5]Capítulo 21[/size] _Eric, acorde. – Hyesung cutucou o amigo. – Acorde, vamos... tem algo errado. _Ahm? – Eric esfregou os olhos, olhando para a cara assustada de Hyesung. _Dong Wan estava dormindo bem aqui, e hoje não está mais... e a porta da saleta está trancada. Pelo outro lado! _E por isso você me acorda! – Eric levantou, a protestos. – Por que não vai chamar Andy, ou Jinnie, ou até mesmo o lento do Minwoo? E desde quando o Wannie dormir fora é novidade? Ainda mais com Brenda oito andares abaixo. Eric passou a mão pelos cabelos e foi em direção à porta da saleta. Tentou abrir, mas estava trancada. _Viu? Eu disse... – Hyesung provou sua teoria. _Dong Wan. – Eric chamou, batendo. – Kim Dong Wan... desde quando é o dono do quarto agora? _Você sabe que ele está aí? _Ah, pode apostar que está. Dong Wan! – Eric falou mais alto. A porta se entre abriu, e um sorridente Dong Wan se deixou mostrar. _O que foi, Eric Mun? _Caso você não se lembre, o banheiro fica do outro lado. E você está no meio... _Ah sim... estou saindo, pode deixar. Hyesung deu de ombros, Eric coçou a cabeça. Tinham que esperar... enquanto Dong Wan deitava ao lado de Brenda, que começava a despertar. _Bom dia. – Ele a beijou. – Precisamos deixar que os meninos entrem... _Bom dia. – Brenda sorriu, ao vê-lo. Ela não queria, mas os músculos relaxaram involuntariamente. – Preciso sair, então? _Não... deixe que venham, que vão... – Dong Wan recostou-se nela, ouvindo as batidas do seu coração. – Você não vai ficar neurótica por te verem aqui, vai? Brenda pensou alguns instantes. Passou a mão pelo chão e encontrou seu roupão, vestindo-o. Ajeitou os cabelos e sentou-se. _Está tudo bem agora. – Ela segurou a face de Dong Wan e beijou seus lábios. Desejou fazer aquilo tantas vezes e nunca fez. Ele levantou e abriu a porta para Eric e Hyesung. _Entrem, desnaturados. – Estava feliz. _Bom dia Brenda. – Hyesung queria rir, mas tentou ser educado. Ela apenas lhe sorriu e acenou. Dong Wan entrou por debaixo das cobertas que estavam no tapete do chão, formando o lugar onde passaram a noite. Puxou Brenda para si e a recostou em seu peito, como fizera naquela tarde no hospital. _Poderíamos passar o dia aqui. – Ele beijou seus cabelos. _Poderíamos tomar um banho e comer, porque temos compromisso às 10h. _Workaholic. – Ele implicou. _Não me provoque... – Ela o chamaria de musgo, mas desistiu. Ele o fizera abdicar daquele nome naquela noite. – E ainda tenho que resolver o problema Julie x Alex. _Há um problema? – Dong Wan ficou confuso. _Talvez, eu não sei. Mas preciso resolver. _Você não resolve tudo, Brenda. – Dong Wan beijou-a mais uma vez. _E você está muito beijoqueiro hoje. _Você se incomoda? – Ele provocou. _Não. |
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| Tatiana | Apr 24 2007, 12:41 AM Post #33 |
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Wannie's Girl
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[size=5]Capítulo 22[/size] Julie mal havia acordado e o celular de Brenda já estava tocando em seu ouvido, feito louco. A amiga ainda não tinha aparecido desde a madrugada, mas ela não estava preocupada. Decidiu não atender o aparelho irritante e foi tomar uma ducha. Como a lei de murphy era sua melhor aliada, foi ligar o chuveiro para ouvir batidas na porta. Sim... aquela manhã não deveria estar abençoada. Julie respirou fundo, vestiu-se novamente e caminhou em direção à porta, praguejando. _Brenda, você esqueceu de levar a chave? – Ela tinha certeza que era a amiga. _Eu nem tenho a chave. – O semblante suado de Alex surgiu em sua frente, assim que abriu a porta. – Faz calor hoje... _Alex. – Julie espantou-se. – Mas... é cedo. _Dá azar não cumprir os ultimatos de Brenda. – Ele implicou. – Mas diga-me... você tinha algo para me contar. _Sim, tinha. _Esse algo... responda-me. Você está com Eric? _Como? – Julie não entendeu. Ela ainda estava sonolenta, e parecia que tudo acontecia ao mesmo tempo. _Eric Mun... vocês estão juntos? _Não... – Ela tinha um nó na cabeça. – Não, não estamos... ok, perdi alguma coisa? Porque não estou entendendo absolutamente nada. _Não precisa entender, eu só precisava saber. Alex caminhou em direção de Julie e parou novamente, bastante perto dela. Ela olhou para cima para alcançar seus olhos, ele era alto. Em um momento sem palavras, Alex segurou Julie pelos cabelos, encaixando sua cabeça nas mãos, e encontrou seus lábios com facilidade. Ela sentiu seu corpo se retrair, assustada. Mas não iria resistir... na verdade, era por ele que ela quis ser beijada da primeira vez. *_Você ainda acha que tem algo a resolver? – Dong Wan segurou a risada. Eles desciam do quarto dos rapazes, ele acompanhando Brenda para que se preparasse para sair. Encontraram, naquele exato momento, Alex e Julie se beijando no corredor ainda. *_Bem, pelo visto não. – Brenda estava surpresa. Julie estava cuidando de si... e muito bem. _Vamos lá agora. – Dong Wan, impossível. – Lee!!! Quanto tempo! Dong Wan chegou dando um tapinha nas costas de Alex, que foi obrigado a interromper o que fazia. Olhou para Dong Wan desejando fuzilá-lo com os olhos. _O que vocês estão fazendo passeando pelo hotel? – Alex perguntou. Julie entrou quarto adentro, um tanto quanto aturdida. Ela não tinha processado nada ainda... _Vim me arrumar... estou atrasada. – Brenda tentou passar pela barreira Alex, enquanto ele estava distraído. _Pode parar. – Ele a segurou pelo braço. Dong Wan franziu a sobrancelha, assistindo. – D. Brenda... de onde vocês vinham? _De cima... – Ela disfarçou. _Do meu quarto. – Dong Wan puxou todos os dedos de Alex que seguravam o braço de Brenda. – Vá cuidar da sua vida, Lee. _Depende. Você vai cuidar dela por mim? – Curioso, Alex quis entender. _Sim, eu vou. – Dong Wan desafiou Alex. *_Ela disse que me ama. – Ele fez uma careta, falando em japonês. _Ei, isso não vale! – Ela segurou Dong Wan pelo rosto. – Japonês eu não entendo! O que você disse a ele? _Nada que valha a pena ouvir e que você não saiba. – Alex coçou a cabeça. – Ok, vou deixar vocês por conta de vocês... espero que pelo menos agora vocês entendam que se amam. Tenho assuntos inacabados para tratar. Brenda e Dong Wan se entreolharam como se Alex tivesse dito um absurdo. Entraram no quarto em direção ao banheiro, enquanto Alex foi atrás de Julie, que estava meio que escondida. Os assuntos inacabados de Alex eram todos resumidos em Julie. Ele estava meio doido, ao entrar no quarto beijando a mulher daquela forma. Mas se ele não fosse como Eric Mun, ele perderia sempre. Precisava atacar... _Julie... – Alex foi atrás dela no quarto das garotas. – Acho que agora temos que conversar. _Sim, é provável. – Ela se sentia zonza. _Olha, eu... bem, desculpe por chegar assim mas... ah, não tem nada que desculpar. Bem, a questão é que estou bem atraído por você. Ver você com Eric Mun não foi nada fácil... e me fez pensar. Mas se você não está com ele... _Eu não estou. Conversei com ele sobre isso. _Sobre o que? _Estava confusa. Também me sentia atraída por você. – Julie disse, se aproximando. Alex sorriu, involuntariamente. _Então temos um empate. – Ele brincou. – Podemos fazer as coisas devagar, se você preferir... _Devagar é bom... mas não tão devagar... _Pode deixar, eu sei qual é o limite de velocidade. Mais uma vez, Alex tomou Julie em seus braços e a beijou. Ela derreteu como gelatina em suas mãos, mal conseguindo ficar de pé. Mas não podia demorar muito naquela diversão, pois estavam já atrasadas para as organizações do concerto de verão. A parceria Shinhwa com as meninas foi um sucesso. Toda a produção do summer concert ficou por conta delas, e faltavam apenas alguns dias para que acontecesse o evento. Tudo já estava acertado. Alex não podia ficar em Seul por muito tempo, e naquela semana mesmo ele foi embora. Primeiro, resolveu que cansaria a boca de Julie da sua, para garantir que ela não desejasse beijar mais ninguém. Depois, prometeu que estaria lá para o concerto. O Shinhwa tinha seus compromissos individuais, e de grupo. Brenda e Julie corriam como loucas para resolver tudo a tempo. Tiveram apenas três semanas para montar todo o concerto, e três dias antes da performance podiam descansar. O trabalho estava concluído. _Lar, doce lar. – Brenda jogou-se no sofá do quarto de hotel. Os rapazes estavam cada um em suas casas, visitando as famílias ou simplesmente passando um tempo livre. _Vou fazer uma ligação e já volto. – Julie pegou o celular para ligar para Alex. Ela sentia sua falta... fazia mais de uma semana que ele deixara a Coréia. E ela sentia a sua falta. _Ok... eu também queria fazer uma ligação. – Brenda sonhou. _Não atende. – Julie resmungou. _Ele deve estar ocupado... sei lá. – Brenda não estava, mesmo, preocupada com Alex naquele instante. _Vou me ajeitar para dormir, amanhã teremos um dia livre e quero aproveitar. _Boa noite... vou ficar por aqui ainda. – Brenda estava recostada no sofá, sentindo um toque que não estava ali. Toda aquela correria a afastava de Dong Wan. E o homem que ela repelia, repudiava, dizia detestar, era o mesmo homem que ela queria ao seu lado, a acariciar seus cabelos naquela noite quente. O telefone de Julie tocou algumas vezes. Ela mesma atendeu, já sonolenta. _Boa noite. – A voz de Alex ecoou. _Olá. – Ela sorriu. – Pensei que não falaria com você mais hoje... _Tenho uma surpresa para você. – Ele disse, com um tom de voz bastante maroto. _Ah sim... e vai me contar o que é, por isso ligou. _Não, eu vou aí levar. _O show é em três dias. _Mas eu estou chegando ao hotel. Julie pulou da cama, assustada. _Fala sério... não se brinca com isso! _Não estou brincando. Já está vestida para me acompanhar? _Vestida???? – Julie preocupou-se. – Não... me dê dez minutos. Não, quinze. _Não capriche muito na produção... não vou querer desapontá-la. _Nada que vem de você pode me desapontar. – Julie desligou o telefone, correndo para encontrar um vestido. Encontrou Brenda cochilando no sofá, e resolveu deixá-la lá. Alex já estava no saguão do hotel, vestido de branco, segurando uma pequena rosa amarela nas mãos. Dong Wan estava com ele. _Foi o que consegui a essa hora. – Ele lhe entregou a rosa. Julie sentiu vontade de pular em seu pescoço e beijá-lo. Sentira saudades. _Onde vamos? – Ela estava curiosa. – E o que ele veio fazer aqui? Ah, que pergunta... _Eu disse que é surpresa... Vamos. Não deixaria Brenda sozinha, você sabe... _Sim, claro. _Dong Wan, tome conta dela... ou eu te pego amanhã. |
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| Tatiana | Apr 24 2007, 12:42 AM Post #34 |
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Wannie's Girl
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[size=5]Capítulo 23[/size] Alex levou Julie até o carro, abriu a porta para ela e depois entrou. Sentou-se no banco do motorista e pegou algo no porta luvas. _Coloque isso. – Entregou-lhe um tecido preto. _Para que? _Para não estragar a surpresa. Ok, só porque é divertido. _Você é perverso!! – Julie riu, mas entrou na brincadeira. Deixou-se seduzir pelo momento e colocou a venda nos olhos. Alex dirigiu em silêncio total até que o veículo parou. _Onde é aqui? – Julie ainda tinha os olhos vendados. _Aqui é um lugar legal. – Alex a guiava pelas mãos. Ela passava por corredores, sentia que passava. _Contanto que não seja um hospital psiquiátrico... – Julie brincou. Alex abriu uma porta e tirou a venda de Julie. Ela sentiu um desconforto pela claridade, mas logo seus olhos visualizaram um lugar iluminado por velas, com um aroma amadeirado no ar, e muitas almofadas espalhadas. _Repito a pergunta... onde é aqui? – Julie estava confusa. _Aqui é o spa da Julie. – Alex brincou. – Contanto que você aceite dividir comigo um pouquinho... _Alex, eu não estou entendendo! – Julie virou-se para ele, olhos arregalados. _Você sempre querendo entender demais... – Alex entrou no quarto, fechando a porta atrás de si. Abriu a garrafa de vinho que estava no gelo, sobre uma mesa, e serviu duas taças. Entregou uma a Julie e abriu a janela do terraço. – Como disse, é seu spa... você está aqui para relaxar, descansar, passar uma noite agradável. E porque eu cedi aos caprichos de um certo coreano que queria muito ficar no seu lugar, lá no hotel. _Você está muito engraçadinho hoje. – Ela teve que rir. _Desculpe, é inevitável. Principalmente porque ceder aos caprichos de Dong Wan não seria difícil. Ele quer a mesma coisa que eu. _Ficar no hotel? _Não. Fazer algo romântico. – Alex ligou o som, uma música suave ecoando. – Esses são seus pupilos... eles até que sabem cantar uma balada. – Ele segurou Julie pela cintura e a conduziu por uma dança. _Senti sua falta. – Ela confessou, recostando-se em seu peito. _Eu também. Estou indo devagar o suficiente? – Ele olhou em seus olhos. _Talvez demais. – Julie enlaçou seu pescoço e o beijou. Alex puxou-a para mais perto, levando-a até as almofadas que ali estavam. Deitou Julie bem devagar, acomodando-se sobre ela, sempre beijando-a. A brisa suave penetrava pela porta, enquanto o incenso queimava sobre a bancada. Ele não sabia se conseguia ser romântico, mas talvez reproduzir uma de suas músicas fosse o suficiente. No hotel, Brenda se surpreendeu ao ouvir a porta chamar. Ela estava dormindo, tenho sonhos muito bons, quando foi despertada. Sentiu um calafrio... pensou quem poderia ser, àquela hora. Se ela soubesse que horas eram... *_Brenda, sou eu. – A voz de Dong Wan se fez ouvir, do outro lado. Brenda levantou em um pulo, e abriu a porta. *_Wannie... o que... quero dizer... *_Estava dormindo? – Ele a beijou, suavemente. *_Sim... e sonhando. Mas o que... *_História comprida. Alex está em Seul e levou Julie para um “lugar legal”. Eu tive que ficar aqui, tomando conta de você. *_Ah sim... porque eu tenho cinco anos e preciso de babá. *_Está me vendo reclamar? – Ele sorriu, maroto. – Senti sua falta. *_Pode parecer ridículo, mas eu também. – Ela o abraçou. – Quando foi que resolvemos que éramos um casal? *_Sempre fomos... – Ele riu. – Sempre fomos o casal enxaqueca. Mas agora acho que estamos crescidos o suficiente para entendermos nosso... relacionamento. *_Sim, estamos. Bem, preciso de um banho... se quiser beber algo, pegue no frigobar. *_Não. – Ele segurou Brenda pela mão. – Você nos serve algo enquanto eu preparo o banho. Brenda tentou dizer algo, mas ele calou seus lábios com os dedos. Era melhor não discutir... foi até o frigobar e encontrou algo bem forte. Serviu duas doses. Pensou se deveria ir até Dong Wan, mas seu cérebro acabava nunca comandando nada quando ele estava por perto. Depois de alguns minutos, ele reapareceu, vestindo um roupão branco, e trazendo outro para ela. *_Vista-se. – Ele achou graça do comentário. Brenda foi até o quarto e voltou vestida somente com o roupão. *_Vestir-me para o banho é novidade... vou lá. *_Sim, vai. – Ele a seguiu. *_E onde você vai? – Brenda parou na porta do banheiro. *_Alex disse que tenho que tomar conta de você o tempo todo... e ele não estava brincando. Não devo te deixar sozinha. *_Vou tomar banho, Wannie. *_Eu também. – Ele puxou o laço do roupão dela e com um dedo fez com que a vestimenta caísse no chão. Depois, tirou o seu próprio. Brenda fechou os olhos, sentindo novamente os espasmos. Havia luz, muita luz. Ela o conhecia, mas não daquela forma, não nitidamente que pudesse contar as pequenas marcas em sua pele. Sentia-se embaraçada, e aquele comportamento era tão adolescente. *_Você anda muito intrometido. – Ela brincou, para disfarçar. |
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| Tatiana | Apr 24 2007, 12:43 AM Post #35 |
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Wannie's Girl
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[size=5]Capítulo 24[/size] O caos sem teorias. Julie acordou com o sol entrando pela porta do terraço. Esfregou os olhos para ter certeza que estava mesmo acordada, e que aquele ao seu lado era mesmo quem ela pensava. Seus lábios se abriram em um sorriso quando viu Alex acordado, olhando para ela, dizendo bom dia. _Não precisa nem pensar em sair daqui agora. – Ele disse, beijando-a na testa. – Hoje a agenda é vazia. _Eu sei... está bem, não pensarei em trabalho. – Julie recostou-se em Alex. No hotel, Brenda havia passado mais uma noite em branco. Seus olhos não se fechavam, ela queria dormir mas não conseguia. Dong Wan parecia um anjo ao seu lado, dormindo como um bebê, na cama minúscula na qual Brenda costumava dormir. E ela, ao seu lado, só conseguia ficar olhando para seu semblante sereno. “Estou ficando completamente doida.” Ela sentiu um arrepio nas costas. Fizera amor quase a noite toda e não estava cansada de tocá-lo. “Sim, estou.” Ela confirmou, achando melhor deixar que ele continuasse adormecido. O grupo se encontrou novamente na hora do almoço, na casa de um amigo de Minwoo. Estavam todos animados, sorridentes, felizes. _Isso me assusta. – Brenda disse, sem perceber. _O que assusta? – Julie não entendeu. _Isso... olhares felizes, pessoas gargalhando. Não conheço o mundo assim... ele me assusta. Tenho medo... _Medo da felicidade? – Julie caiu na risada. _Sim, medo. Quando nada se tem, nada se perde... Julie desistiu de ficar perto de Brenda. A depressão instantânea que vez ou outra acometia a amiga era irritante. Preferiu ir até Alex, ficar com o homem que tinha como seu. Pelo menos naquele momento, ele era seu. O almoço se estendeu tarde afora. Ninguém estava interessado em perder momentos de lazer, ainda mais longe da imprensa. Dong Wan muniu-se do violão e a cantoria foi sofrível. Brenda sempre apreensiva, decidiu sentar-se ao lado dele. Gostaria de aprender violão por osmose. Gostaria de sair tocando sem precisar de esforço. Algumas músicas depois, Dong Wan ensaiou os acordes de uma bem conhecida dele. E que ele já havia cantado, mas para a mulher errada. Whenever Im weary From the battles that raged in my head You made sense of madness When my sanity hangs by a thread I lose my way, but still you Seem to understand Now & forever, I will be your man _Não sabia que ele cantava isso. – Brenda suspirou. _Nem eu. – Julie acompanhou. _Hmmm... qualquer um canta isso. – Alex, ciumento. _Qualquer um não canta para mim. – Brenda deleitou-se com a música. Sometimes I just hold you Too caught up in me to see Im holding a fortune That heaven has given to me Ill try to show you Each and every way I can Now & forever, I will be your man Now I can rest my worries And always be sure That I wont be alone, anymore If Id only known you were there All the time, All this time. . . Until the day the ocean Doesnt touch the sand Now & forever I will be your man Como fazia calor, um calor vezes desconhecido por todos, o céu foi tomado por nuvens negras e logo começou a chover, fazendo com que o grupo se recolhesse dentro da casa. Não que a comemoração terminasse, pelo contrário. Somente adquiriria outra feição. _Acabou a bebida! – Andy protestou. _Você bebeu tudo, Andy Lee. – Eric caiu na risada. _Vou buscar mais. – Dong Wan pulou na frente, pegando as chaves do carro. _Vai? – Brenda franziu-se. _Sim... – Ele a beijou nos lábios. – Esses caras precisam estar lubrificados para o concerto. _Vou com você. – Brenda pegou a bolsa. _Vai não... fique com Julie. Eu vou com Wannie. – Alex achou melhor. _Está bem... eu acho. _O que houve, Brenda? – Julie perguntou, instantes depois que os rapazes saíram. _Nada...ah foi algo... só algo que senti. Passou-se meia hora e ninguém voltou com a bebida. Hyesung já estava reclamando que ninguém poderia levar mais do que quinze minutos para comprar algo para se beber, e Eric já estava cansado de deixar mensagens no celular de Dong Wan. _Eles estão atrasados... são duas mocinhas. – Minwoo alfinetou. _Sim... deixaram as garotas deles aqui para namorarem. – Andy riu. Brenda já estava aflita. Pegou o celular e discou os números de Alex. Se um não atendia, talvez o outro. O telefone chamou várias vezes, até que alguém atendeu. Uma voz não conhecida. Brenda sentiu o ar lhe faltar. *_Quem está falando? – Ela questionou. *_Oficial Park Shoe Hong. Você quer falar com o dono deste telefone? Quem é? *_Oficial? – Brenda repetiu. – Eu sou Brenda... esse celular é do Alex... onde ele está? *_A senhorita é parente dele? – Naquele instante, Eric e Minwoo já estavam grudados em Brenda, ansiosos. *_Ele é meu amigo. Melhor amigo. Onde ele está? – Brenda já estava perdendo o controle. *_Lamento informar que seu amigo sofreu um acidente. Ele foi levado junto com a outra vítima para o hospital central, já em estado crítico. Brenda deixou cair o telefone. Olhou para Julie, boca aberta, olhos pulsantes. O mundo começou a girar bem rápido. Antes que ela pudesse dizer algo, ficou tudo escuro. |
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| Tatiana | Apr 24 2007, 12:44 AM Post #36 |
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[size=5]Capítulo 25[/size] JunJin colocou amônia para Brenda cheirar, a fim de acordá-la. *_Jinnie... - Ela arregalou os olhos quando recobrou os sentidos. - Eu tive um pesadelo... *_Não foi pesadelo, Brenda. - JunJin a tomou nos braços para ajudá-la a levantar-se. - Eric e Andy já estão no hospital, e Minwoo foi avisar às famílias. Eu e Hyesung ficamos para levar você e Julie. *_Como assim não foi pesadelo? Quer dizer que... *_Sim, eles sofreram um acidente de carro. E parece que foi grave... JunJin tinha lágrimas nos olhos. Brenda respirava aceleradamente, seu coração batia descompassado. _Vamos para lá! - Ela agarrou Julie pelos braços, que chorava compulsivamente. - Somos a produção, nós... _Vamos sim. - Hyesung muniu-se da chave do carro. Chegaram no hospital rapidamente, e encontraram-se com os dois membros do Shinhwa que ali já estavam desde a notícia. _Eles não dão notícias. - Eric disse. Julie correu a abraçá-lo, nervosa. - Dizem que temos que esperar... _Nem um boletim médico, nada? - Brenda esfregava as mãos com tanta força que já fazia feridas. _Nada. Bem, disseram que estão em cirurgia... - Andy engoliu seco. - Parece que Dong Wan... _Parece o que, Andy? _Eu não sei direito, ele sofreu uma lesão no fígado. Estão tentando parar a hemorragia. Brenda rodava de um lado para o outro, e Julie soluçava nos braços de Eric, que a amparava. Havia um mal estar terrível no ar, e muitas lágrimas. Brenda agarrou o celular e começou a telefonar. *_O que está fazendo? - JunJin, curioso. *_Ligações. Preciso falar com o escritório, organizar notícias à imprensa... *_Não precisa fazer isso agora. - JunJin tomou-lhe o celular. *_Preciso! Eu sou a produtora... eu tenho que fazer, senão ninguém fará. Como de costume, Brenda não derramava uma lágrima. Ela estava sempre no controle, sempre à frente de tudo. Não podia se dar ao luxo de ficar emotiva. Quase duas horas depois da chegada do grupo ao hospital, as famílias começaram a chegar. Somente a família de Alex demoraria bem mais, pois estava em Taiwan. Brenda organizou a vinda deles, pelo menos aquilo lhe permitiram fazer. Logo depois, um homem de branco abordou Eric. *_Eles saíram da cirurgia. - O médico informou. *_E correu tudo bem? Quero dizer... *_O paciente Lee Hom teve lesões sérias na cabeça, e estamos aguardando que ele acorde depois da cirurgia. Contivemos uma hemorragia, mas ele pode ter um edema. Só saberemos com o tempo. Também sofreu lesões no pulmão e removemos o baço. *_E o Dong Wan? - Minwoo estava aflito. *_Kim Dong Wan... - O médico consultou fichas. - Ele foi operado pela outra equipe... sofreu sérias lesões abdominais. A hemorragia foi estancada, mas parte do seu fígado foi removido. Não sabemos se ele precisará de um transplante. Julie obrigou Eric a lhe traduzir tudo, porque precisava saber o que acontecera com Alex. Brenda desabou no sofá que estava ali estrategicamente para que ela não caísse no chão. Seus olhos se encheram de lágrimas, mas ela não derramou nenhuma. *_Quero vê-lo. - Ela se dirigiu ao médico. - Quero ver Dong Wan. *_Sinto muito, mas ele está na Unidade de Terapia Intensiva. E desacordado, devido à anestesia. *_Isso não importa... eu preciso vê-lo. - Brenda se levantou, com dificuldade, e se dirigiu ao médico. *_Sinto muito, mas nesse momento não é possível. Eric explicou a Julie tudo que se passava, ela também queria ver Alex. E a resposta também foi negativa, ao menos até que eles acordassem. E se acordassem... porque os médicos não deram quaisquer certezas. A noite foi longa. Uma das maiores que Julie já passara. Brenda sempre tinha insônia, mas nunca por um motivo daqueles. Suas mãos exibiam feridas de tanto que se auto flagelava. Julie estava bastante frágil, e ela nem podia consolar a amiga. O Shinhwa passou a noite nos corredores do hospital central de Seul, enquanto a imprensa começava a se aglomerar do lado de fora. Hyesung foi até eles dar algumas declarações, e deixou que os médicos se encarregassem de boletins. Ele não entendia nada daquele negócio de edemas. No dia seguinte, Julie foi despertada por uma moça vestida de branco. Ela lhe olhou sorridente. *_Você é Julie? _Eu não falo coreano. - Ela disse, sentindo a cabeça pesar toneladas. _Ah, sim... é a Julie? _Sim, sou eu. Aconteceu alguma coisa? _O doutor pediu que chamasse. Julie seguiu a enfermeira, mesmo sem saber do que se tratava. Os rapazes todos cochilavam, e Brenda estava tomando café, para variar. Ela se encontrou com o médico no sétimo andar. _Ele acordou. - O médico abriu uma porta. Julie pode ver a cama de hospital, aparelhos por todos os lados. No centro de tudo aquilo, estava Alex com a cabeça praticamente toda enfaixada, olhos fechados. Ele parecia pálido. Julie sentiu seu estômago revirar, mas foi até ele. Ao mesmo tempo em que estava apavorada, estava aliviada porque ele estava ali, acordado, vivo. Julie se sentou ao lado da cama, e o observou por alguns instantes. Com cuidado, segurou sua mão, que estava já inchada por causa do soro. Ele abriu os olhos lentamente e olhou para ela. _Bom... – Ele tentou falar. Ela colocou os dedos na frente de seus lábios. _Shhh... não fale. Não faça esforço algum... Ele sorriu, um sorriso dolorido. _Dong Wan. – Alex queria saber do amigo. _Dong Wan está bem. – Julie mentiu. – E se você quiser ficar bem também, precisa descansar. – Ela queria chorar, mas resistiu porque não faria isso na frente dele. No corredor, Brenda estava em parafusos. Ficou feliz com a notícia de que Alex tinha acordado, ficou desnorteada com a notícia de que Dong Wan ainda não tinha voltado da anestesia, seu celular não parava de tocar. Ela não sabia mais o que dizer. Toda notícia que dava causava um efeito pior do que a outra. Com a presença delas no hospital, o Shinhwa foi tratar de trabalho durante a tarde. Brenda queria ir, mas eles não deixaram. Julie prometeu manter a amiga por perto, e a levou para falar com Alex. Mas ele estava dormindo, e Brenda nem podia pensar em acordá-lo. |
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| Tatiana | Apr 24 2007, 12:46 AM Post #37 |
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[size=5]Capítulo 26[/size] O dia passou no mesmo marasmo, sem que Dong Wan acordasse. Brenda precisou que um médico visse suas mãos. Eric insistiu para que lhe dessem um sedativo, que ela recusou todas as vezes. Ficava na porta do quarto, olhando pela fresta da porta de cinco em cinco minutos. Na manhã seguinte, ela cochilava sentada em uma cadeira quando notou uma movimentação estranha. Abriu os olhos quase morrendo de dor de cabeça, e viu que havia uma bagunça no quarto de Dong Wan. *_O que está acontecendo? – Ela entrou quarto adentro, enquanto os médicos se amontoavam sobre ele. *_A senhorita não pode ficar. – Uma enfermeira a empurrou para fora. *_O que está acontecendo?????? – Brenda estava nervosa, falando alto. *_Ele teve uma parada cardíaca. – A enfermeira informou. – Por favor, espere lá fora. Brenda desabou no chão, sem rumo. Passou as mãos pela cabeça, olhando para cima. Seus sentidos estavam falhando. Ela tremia, não conseguia controlar seus músculos. Minwoo correu em sua direção quando a viu caída. *_Ele... – Brenda olhava para Minwoo, transtornada. – Minwoo, eles... ele vai... *_Ele vai ficar bem. – Minwoo abraçou-se com Brenda e a pegou no colo, tirando-a dali. Julie vinha do quarto, acabara de ver Alex, que passava mais tempo dormindo ou sonolento. Os médicos explicaram que era efeito dos medicamentos que ele tomava. Ela mal conseguira estabelecer uma conversa razoável com ele, mas ao menos sabia que ele não tinha edemas. Dong Wan foi levado novamente para a terapia intensiva. Daquela vez, Eric forçou Brenda a tomar o sedativo. O clima estava tenso, e até o médico voltar com mais notícias, ninguém sabia como estava Dong Wan. Lose it all. As notícias do médico não foram nada boas. Algumas coisas em Dong Wan não funcionavam bem. O fígado estava em frangalhos, mas se recuperando. Ele estava com falência renal total, e os médicos não sabiam se ele resistiria com diálise estando tão fraco. Jun Jin convenceu os médicos a deixarem Brenda entrar para vê-lo, pois eles só queriam liberar a família. Ela queria ver Alex, mas não conseguiria enquanto não visse Dong Wan. Vestindo avental, com touca esterilizada e luvas, Brenda foi conduzida pela terapia intensiva até o leito de Dong Wan. Ele tinha tubos por todos os poros, estava pálido. Ela sentiu um calafrio. Ele nem parecia vivo. Ela tinha a boca seca. As pernas fraquejando. Seus olhos vertiam lágrimas que ela fazia retornarem. Segurou sua mão, temendo quebrá-lo. _Dong Wan... – Ela disse. Precisava falar, mesmo se ele não fosse escutar. – Agora que eu digo o seu nome, você não quer me ouvir? Eles disseram que você não vai sobreviver. Que você não vai resistir à diálise... que precisa de um rim novo. Como se fosse fácil ir ao mercado e comprar um. – Brenda riu das suas piadas infames. – Pois é... Wannie, você não pode me ouvir e eu estou aqui feito uma besta falando. Eu demorei tanto tempo para aceitar que você não era aquela pessoa monstruosa... que não foi você quem me feriu. Você era o musgo... sempre foi. Eu te amei tanto, e neguei por tanto tempo... Agora eles querem te tirar de mim. Você não pode ser tão irritante a ponto de me fazer isso! Eu não posso aceitar que você seja tão desprezível a ponto de me deixar agora. Você me fez confessar que te amo. Você me fez retornar ao passado sem ter medo de que ele fosse me engolir. Você é o ar que eu respiro... sempre foi, e eu passei todo esse tempo sem respirar. O que eu vou fazer? Você não se atreva a não sair dessa cama. Brenda não conseguiu mais resistir às lágrimas. Soltou as mãos de Dong Wan e correu para fora da UTI. Arrancou o avental, correu pelos corredores até encontrar uma lixeira. Ela vomitou para fora tudo que estava guardado naqueles dias. Julie foi atrás dela, acompanhada de JunJin. Ele era o irmão mais velho; ele deveria assumir tomar conta das coisas. *_Vai ficar tudo bem... – JunJin ajudou Brenda a se levantar. – Ele é forte, ele vai... _Não vai ficar tudo bem! – As lágrimas faziam com que Brenda engasgasse com as palavras. – Não vai ficar nada bem!!! Você o viu? Ele está sem cor! Ele está sem cor!!! Ninguém me diga que vai ficar bem, porque não vai! – Brenda tinha um surto no meio do corredor. – Jinnie, ele vai morrer! Eu estou aqui, vendo o homem que eu amo morrer!! O que eu vou fazer, me explica? O que eu vou fazer???? Brenda foi amparada por JunJin, que a abraçou querendo consolá-la. Ele soluçava em prantos, enquanto os médicos vinham com mais uma dose de calmante para Brenda. Ela não podia entrar para ver Alex daquele jeito... estava destruída por dentro, e o amigo não merecia vê-la daquela forma. Até porque ele não sabia que Dong Wan estava mal. |
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| Tatiana | Apr 24 2007, 12:47 AM Post #38 |
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PRECISO DAR EXPLICAÇÕES PARA O PRÓXIMO CAP ^^ Uma vez eu vi isso em uma reportagem em um site de esquisitices da internet. Eu li algo parecido com o que vou escrever, e pensei: CARACA, DÁ UMA NOVELA MEXICANA!! >< Então pensei: Se eu sempre encho minhas fanfics de drama... essa história é FANTÁSTICA! Então... tudo que vocês lerem agora é mera ficção, mas poderia ser verdade ahahahahaha! ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ [size=5]Capítulo 27[/size] A família de Alex já estava no hospital. Ele havia melhorado significativamente, pela gravidade de suas lesões. Brenda estava dopada, mas Julie a levou para vê-lo. Ele queria vê-la; ele cuidava dela como um irmão mais velho. _Você está péssima. – Ele implicou. Julie segurou sua mão e beijou sua testa enfaixada. Ele sorriu. _Sim, estou. – Brenda parecia fadada ao corredor da morte. Suas olheiras havia tomado o lugar dos olhos. Ela era um zumbi. _Como está Wannie? – Alex precisava saber, de todos. – Ele já está saltitando por aí? _Logo, logo. – Brenda mentiu. Julie assentiu. – Alex, sua família chegou... _Vou pedir que entrem assim que sair. – Julie terminou a frase para a amiga. Brenda deitou a cabeça na cama, tentando esconder os olhos cheios de lágrimas. Sua cabeça pesava muito, ela sentia dores. Alex passou a mão por seus cabelos e respirou fundo. _Eu estou bem. – Ele disse, com alguma dificuldade. – E Brenda está arrasada. Dong Wan não está bem, está? – Ele olhou para Julie, querendo uma resposta verdadeira. Ela não sabia o que fazer. _Não, ele não está. Ele está ainda em coma. – Julie confessou. – Mas ele vai ficar bem. Alex fez Brenda levantar a cabeça. Ela o olhou, e seu olhar atravessou seu coração como se fosse cortante. _Me dói te ver assim. Eu tentei tanto te proteger... – Ele disse, lágrimas vertendo dos olhos. – E agora eu não posso. Sinto muito. Brenda desabou novamente em um pranto profundo. Ela, que tentava ser forte, estava derretendo-se em lágrimas. Ela precisou deixar o quarto e trancou-se no banheiro. Ficou por lá por muito tempo, talvez horas. Ao sair, Julie a aguardava. _Estão todos fazendo exames. – Ela disse. – Testando a compatibilidade para doar um rim a ele. Dong Wan está na lista de urgência para transplantes... _Alguém se mostrou compatível? _Ainda não... faltam Andy e Minwoo. _Eu vou lá. – Brenda limpou o rosto, tentando reassumir seu controle. _Temos que esperar... _Vou lá fazer o teste. _Por que? _Porque eu posso muito bem ser compatível. _Brenda, isso seria uma história de telenovela. – Julie achou graça. _E tem alguma coisa nessa história que não seja de telenovela? Julie não conseguiu fazer a amiga desistir de suas pretensões. O mesmo tipo sanguíneo ela sabia que eles tinham. O resto era deixar o destino decidir. O mesmo destino que tanto tempo brincou com eles. Em poucas horas, havia resultados de todos os exames. E mais algumas possibilidades em outros hospitais. *_Temos um doador. – O médico sorriu. – E por incrível que pareça, não é da família. *_Como assim? – Eric não entendeu. *_Geralmente a família é compatível... nesse caso, a compatibilidade melhor é de uma pessoa... que nem é parente. *_Quem de nós, doutor? – Andy perguntou. Ele sabia que seria algum dos amigos. *_Ela. – O médico apontou para Brenda, que assistia à cena dopada. _Brenda??? – Julie arregalou os olhos. – Ela é... compatível? _Pelo que o médico falou, é a melhor compatibilidade. _Mas será possível! – Julie estava surpresa. – Como pode isso? _Sei lá, eles devem ser almas gêmeas. – Minwoo deu de ombros. – Eles se amam desde sempre... A gente sabe que se amam, eles só negavam. *_Precisamos preparar o doador, se ele vai mesmo fazer isso. Brenda se levantou e caminhou até o médico. *_Ele morre, eu morro com ele. Não faz a menor diferença agora. – Ela segurou nas mãos do médico, suplicante. – Faça o que for preciso... mas salve-o. _Essa história deles parece filme. – Julie estava no quarto com Alex. – Se eu não visse de verdade, não acreditaria... _Sempre soube. – Alex falava com dificuldades. – Sempre soube que eles eram... gêmeos. _E nunca insistiu com ela para que parasse de brigar... _Não poderia ter feito isso. Ela... é a Brenda. E ele... não dá o braço a torcer. Eles... tinham que se encontrar sozinhos. _Eles estão no centro cirúrgico. – Eric entrou no quarto para avisar. _Eric... – Alex o chamou. – Eu sempre pedi... que Wannie tomasse conta de Brenda. Agora... ele está precisando... dela. Você tome conta dela. Por mim. Eric sorriu, e apertou a mão de Alex. Sim, ele cuidaria de tudo. JunJin queria fazer essa função, mas era emotivo demais. A cirurgia do transplante durou horas, que foram torturantes para todos. Daria tudo certo, tinham certeza. Mas já havia tanta coisa dado errado, que uma a mais e uma a menos seria apenas estatística. Quando os dois foram para a UTI, o médico desceu para conversar com os rapazes. *_Correu tudo bem. – Ele disse a todos. – Precisamos de tempo para ver se ele rejeitará ou não o órgão, mas o transplante foi um sucesso. Minwoo respirou aliviado. JunJin já estava transbordando de lágrimas. Foi um alívio temporário para todos. *_E como eles estão? – Andy quis saber. *_A doadora está indo para o quarto agora. Ela está muito bem. O receptor está na terapia intensiva porque está muito fraco. Se tudo correr bem, ele sai de lá em dois dias. |
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| Tatiana | Apr 24 2007, 12:49 AM Post #39 |
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[size=5]Capítulo 28[/size] Quatro dias depois... _Julie! – Brenda chamava a amiga, nervosa. – Julie!!!! _O que foi, Brenda? – Eric entrou no quarto, assustado. _Preciso ir ao banheiro... e hoje acordei lesada. Não consigo me levantar. _O médico disse que estava fazendo estrepolias demais. – Eric riu. – Eu te coloco na cadeira, vem. Eric pegou Brenda nos braços e a colocou na cadeira de rodas, para que ela pudesse se locomover. A cirurgia era dolorida, e o doador sofria um corte transversal enorme para que o órgão fosse retirado intacto. Ela sentia dores terríveis, e estava a poder de morfina desde que acordara. Alex estava já caminhando pelo hospital. Ele tinha que se movimentar, disse o médico. Julie estava com ele, ajudando-o a se firmar. Passou pelo corredor de Wannie e parou para tentar ver o amigo. O médico saía do quarto dele naquele instante. _Que bom vê-los. – Ele sorriu para Alex. – Sente-se bem? _Sim, bastante. E ele? – Perguntou sobre Dong Wan. _Ah, ele está bem... ia avisá-los que ele já está acordado. _Sério? – Alex sorriu, Julie empolgou-se. – Temos que contar a Brenda... _Temos que contar a todos. – Julie caiu na risada. Voltaram lentamente até onde estavam os rapazes jogando baralho para distrair. _Temos notícias! – Alex arrastava o soro com pressa, e Julie tentava mantê-lo calmo. – Wannie acordou. _Ora vejam! – Minwoo pulou da cadeira. – Vamos vê-lo... podemos? _Devem poder. – Julie considerou. – Como está Brenda? – Ela perguntou a Eric. _Está sentido dores... como de costume. Vou falar com ela. _Deixe que eu falo. – Alex sorriu. Foi até o quarto de Brenda, que acabava de sair do banheiro. Ela tinha uma cara péssima, porque o médico estava diminuindo seus analgésicos. Ficar sentada doía, ficar em pé nem pensar. _Alex! – Ela foi até ele. – Você passeando... _O médico mandou. Minha cirurgia está ótima... preciso de movimento. _E veio fazer o que aqui? _Te levar para um passeio. – Alex segurou na cadeira de rodas e começou a empurrá-la. _Onde estão todos? – Ela não viu ninguém por perto. _Descansando, eu acho... – Alex mentiu. – Diga-me... você pensou bem nas consequências de ter doado um dos seus rins? _Claro que não... eu queria salvar Dong Wan. Não importava como. _E você já disse isso a ele? – Alex a empurrava pelos corredores, conversando para distraí-la. _Não... ele não sabe. Ele sabe que eu mandei que ficasse vivo. Quando ele acordar, eu conto. _Por que não conta agora? – Alex parou o passeio. _Agora? Porque ele está sedado... desacordado... Alex abriu a porta que estava em sua frente. Várias pessoas estavam ali dentro. Todos ficaram em silêncio quando os viram chegar. Brenda não entendeu nada até olhar para o centro do quarto e ver Dong Wan, a cama elevada. Ele tinha um semblante abatido, os olhos fundos, a cor amarelada. Quando ele a viu, um sorriso abriu-se em seus olhos, como o sol de verão. _Acho que você deveria contar. – Alex sussurrou nos ouvidos de Brenda, e a conduziu até o lado da cama. Ficaram todos mudos, como se a voz lhes faltasse naquele instante. _Wannie... – Ela não sabia se dizia seu nome, se tentava tocá-lo, se chorava, se sorria. Eram tantos sentimentos ao mesmo tempo que ela ficou zonza. _O que faz em uma cadeira de rodas? – Ele ficou curioso. – Pensei que o doente aqui era eu. _Eu estou com preguiça, por isso Alex me colocou aqui e empurrou. _E por que está no soro? – Ele quis saber, também. Brenda se levantou. Ela não deveria, mas estava longe demais dele. Sentiu uma fisgada, arqueou o corpo levemente para a frente. – E por que está vestindo as minhas roupas? _Isso é um interrogatório? – Ela disse, se aproximando. – Porque se for, preciso do meu advogado. _Eu não sou tão irritante assim, viu? _Como? – Brenda não entendeu. _Você me disse que eu não poderia ser tão irritante para te deixar... eu não vou a lugar algum. Brenda acabou por desabar no choro, mais uma vez. Ele tinha, então, ouvido tudo que ela lhe falara. Instintivamente, ela levantou sua blusa e olhou o pequeno corte da cirurgia. Passou a mão sobre o curativo, e deitou a cabeça em seu peito. Ele a abraçou, olhos fechados. _O que tiraram de mim aí? _Eles não tiraram... colocaram. – Ela disse, em soluços. _Colocaram o que? Ela se levantou novamente e abaixou levemente o moletom que vestia. O enorme curativo lhe tomava toda a lateral do corpo, e seguia em direção à barriga. Dong Wan arregalou os olhos e olhou diretamente para Brenda, entendendo alguma coisa. _Você... o que afinal... _Eu precisava de você. – Ela disse, ainda em prantos. – Precisava muito. |
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| Tatiana | Apr 24 2007, 12:50 AM Post #40 |
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[size=5]Capítulo 29[/size] Três dias depois... Uma revelação. Julie estava sorridente o dia todo. Alex teria alta; poderia voltar para casa. Ele estava muito recuperado, e o médico decidiu que o hospital não era mais lugar para ele. Naquele dia, sua família compareceu ao hospital para levá-lo para casa. Brenda estava com Dong Wan, como estivera todos os dias. O médico dizia que ela tinha que ir para o seu quarto, que precisava descansar, que poderia ter uma hérnia na cirurgia, mas ela não ligava. Toda hora, Eric aparecia para retirá-la de lá. Dong Wan não podia ainda se levantar, porque ele sofrera mais lesões além dos rins danificados. Ele estava se recuperando, mas não tão rapidamente. _Lee, sua mãe está aí. – Andy apareceu sorridente. Lee Hom caminhou pelos corredores, ainda com o soro, para encontrar a mãe no salão. Tomou um susto. Ela não estava sozinha. *_Eu trouxe Joey como você me pediu... ele só perguntava por você. – A mulher segurava uma criança pelas mãos. Lee chegou prender a respiração. Se tudo desse certo, ninguém notaria nada antes dele contar a verdade. Ele caminhou até o menino e o abraçou. *_Você tem se comportado? *_Sim... – O menino disse, um tanto acanhado. *_Vou te apresentar aos meus amigos. Alex apresentou Joseph Lee, seu irmãozinho, para o Shinhwa. Alguns já o conheciam. Depois, foi com a mãe e ele para o quarto, onde esperaria o médico lhe liberar. Lá estava Julie, arrumando suas coisas. Conversaram por alguns minutos até que JunJin notou que Julie olhava curiosa para o pequeno Joey. _Tem algo errado? – Ele perguntou, curioso. – O menino é irmão do Lee mas não é feio como ele... _Ah-ha engraçadinho. Não... não é nada. É que sempre achamos que asiáticos eram todos parecidos... se me entende. Cheguei aqui certa de que isso é conversa, mas... esse menino me lembra tanto alguém... realmente vocês são todos parecidos! _Ah, eu não! – Eric protestou. – Eu não me pareço com Hyesung! _E eu lá quero me parecer contigo, Eric Mun? _Com quem ele se parece, Julie? – Alex ficou curioso. Ele pensou que ela diria algo, mas... não, não tinha relação com a frase “os asiáticos são todos parecidos”. _Com Wannie! – Julie soltou a pérola. – Olha lá, é a cara dele... Alex ficou branco. Arrepiou-se todo. Olhou para Joey uma vez, duas... não, ele não podia ter se enganado todo aquele tempo. Podia? *_Parece nada. – JunJin brincou. – Coitado do menino. *_Bem, uma coisa eu garanto. Não sei onde Lee encontrou esse menino, mas que ele não é chinês, ele não é. – Andy considerou. *_Realmente... ele tem olhos pequenos. E claros... olha, ele tem olhos verdes! *_É, e Wannie nem Lee têm olhos verdes. _O que falam? – Julie quis saber. _Consideramos que você é má com a criança. – Eric implicou. _Julie, você acha mesmo que ele se parece com DongWannie? _Sim... eu acho. Só que ele tem olhos claros. Alex começou a rodar de um lado para o outro. Aproximou-se de Joey e puxou o menino para perto. Ele estava confuso, e até assustado. O irmão estava agindo meio estranho. *_Joey, você lembra que um dia eu expliquei que você tinha uma outra mãe além da nossa? Que ela tinha deixado você conosco porque ela não podia cuidar de você, e nós faríamos isso? E que um dia você iria conhecê-la? *_Sim... eu lembro. Por que? *_Está na hora de você ver uma pessoa. Eu pedi que mamãe te trouxesse aqui por isso, mas acho que não vou poder esperar mais. Passou da hora, até. |
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| Tatiana | Apr 24 2007, 12:51 AM Post #41 |
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[size=5]Capítulo 30[/size] Brenda voltava para seu quarto, depois do médico lhe expulsar do quarto de Dong Wan. Ela caminhava lentamente, pois já tinha estourado quatro pontos. Alex veio em sua direção, com a criança pela mão. Parou de frente para Brenda. Os outros foram atrás, curiosos. _Brenda, temos que conversar. – Ele disse, voz baixa. _Sim... quem é? – Ela sorriu para Joey. Alex escondeu-o por trás de si, não a queria olhando para o menino. Não antes de pensar o que falaria... e como falaria. Porque até ele estava confuso, então. _Brenda, olhe para mim... concentre-se. Temos que voltar ao passado... você pode falar comigo sobre o estupro? _Sim, eu acho. – Brenda ficou apreensiva. Ela queria esquecer aquilo. – Mas... não entendi. Falar o que? _Você lembra, quando voltou dos EUA para ter o bebê aqui... você disse que não faria um aborto, que teria a criança e colocaria para adoção? E que como era um menino, ele seria mais bem aceito... você lembra tudo isso? _Claro que lembro mas... ok, isso virou público agora. – Brenda percebeu que todos olhavam e estavam assustados. Ela nem tinha forças para esconder mais aquilo... só não entendeu por que Alex havia resolvido desenterrar tudo justo em um momeno daqueles. – Eu não era criança, Alex... lembro-me perfeitamente de tudo que aconteceu. Eu não poderia criar o filho daquele monstro... eu pensaria naquilo toda vez que olhasse a criança. Eu estava deprimida, eu considero que fiz a coisa certa naquele momento. _E você pensa no seu filho? _Por que essa insistência? – Brenda ficou aflita. Sua cicatriz começava a doer. _Responda. Você pensa nele? _Todo dia da minha vida. – Ela confessou. – Nunca deixei de pensar... já cheguei a querer encontrá-lo, mas sei que não poderia fazer isso. Alex então puxou Joey pela mão e o apresentou a Brenda. _Esse é Joseph Lee. Ele é meu irmãozinho... _Você não tem irmãozinho! – Brenda franziu a sobrancelha. _O Joey tem 5 anos e sete meses... quase seis. Ele foi meu irmãozinho até hoje, quando minha mãe resolveu trazê-lo para me ver. Na verdade, eu pedi que ela o trouxesse... mas eu não sabia que aconteceria o que aconteceu. A Julie viu algo que eu passei esse tempo todo vendo, mas sem enxergar. _Ele teria a idade de... – Brenda parou o que dizia, colocando a mão na boca. Não, ele não teria. _Eu te amei, Brenda. – Alex sentiu um aperto no peito. – Eu te amei muito... naquela noite, eu não deixei ninguém levar o seu filho. Eu o levei para casa... e disse à minha mãe que precisávamos criá-lo porque ele era o filho da mulher que eu amava. Ela nem perguntou do que se tratava. Joseph Lee é o seu filho. Se Minwoo não tivesse se aproximado, Brenda teria caído. Ele a apoiou. Suas pernas fraquejaram quando ela olhou para o garoto, que observa tudo sem entender. *_Joey, eu preciso te apresentar uma pessoa. Essa é a sua mãe. Ela é uma amiga minha, uma amiga que eu gosto muito. E eu cuidei de você até agora porque ela precisou muito. Brenda não queria, mas seus olhos vertiam lágrimas. Ela estava assombrada. *_Ela vai me levar para a casa dela? – Joey questionou. *_Por enquanto não, vocês precisam se conhecer. Depois, você vai querer morar com ela. Ela é uma pessoa legal. Vá lá, cumprimente-a. Joseph Lee se aproximou de Brenda, acanhado. Ela tentava controlar as lágrimas, mas não conseguia. O pequeno menino abraçou Brenda. _Por que isso agora? – Ela precisava saber. – Por que isso... como você pode esconder esse tempo todo que estava com ele? Alex, como você pode fazer isso? _Você ainda não tinha superado o que ocorreu! _Mas por que agora? Eu nunca saberia... _Porque Julie me fez ver algo que eu sempre contestei. Joseph não é chinês. _Como? – Brenda estava confusa. _Ele não é chinês. Claro que ele é seu filho... tem olhos esverdeados. Isso já mostraria que ele não era totalmente chinês, mas... tinha algo nele, desde que eu o vi crescer, que me dizia que ele não era chinês. Mas o estuprador... ele era. _Não estou entendendo nada, Alex. _Oh céus! – Julie, que ouvia a tudo curiosa, teve um insight. Afinal, ela tinha sido o despertar de Alex para a revelação que ele tivera. – Então é... o que estou pensando??? _Brenda, Julie acabou de me dizer como Joey se parece com Dong Wan. E ela está coberta de razão... ele não é chinês, ele é coreano. Ele não é chinês simplesmente porque ele não é filho do estuprador. |
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| Tatiana | Apr 24 2007, 12:51 AM Post #42 |
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[size=5]Capítulo 31[/size] Brenda não suportou uma nova revelação. E muito mais escandalosa do que a anterior. Deixou o grupo onde estava e caminhou em direção ao banheiro, sentindo-se muito tonta. Sua cabeça girava, tudo em volta estava em uma montanha russa. Julie resolveu ir atrás dela, para evitar que algo acontecesse. Alex sentou-se em uma cadeira. Ele também ficara esgotado com tudo. *_Ok, agora estou confuso. Isso tudo quer dizer que o menino é filho de Brenda e Dong Wan? – Jun Jin conjecturou. *_Sim... – Eric respirou fundo. – Somos tios de um garotinho de seis anos... *_Quando ele souber... *_Ele não pode saber ainda. – Andy disse. – Ele está muito frágil... é melhor esperar que ele saia, não? *_Sim, é provável... Meu Deus, que situação maluca. *_Parece que estamos dentro de um filme. – Hyesung ponderou. _Brenda. – Alex se aproximou. Ela estava em seu quarto, deitada. Ainda estava em choque. _Não quero falar com você, Alex. – Ela virou o rosto. _Não faça isso. – Ele estava visivelmente abatido. – Eu não quis te magoar... eu também não sabia. _Você mentiu para mim. Isso você sabia. – Ela estava chateada o suficiente para ser teimosa. _Você não havia superado. Você não suportaria Joseph, o filho do estuprador. _E você virou a Madre Teresa!! – Ela se virou para ele novamente. – Você não sabe como eu estou me sentindo horrível, a pior pessoa do mundo! Eu abandonei meu próprio filho em um hospital em uma cidade que nem era minha cidade natal, porque ele era fruto de uma violência. E você o criou? Como pode alguém ser tão altruísta?? Estou me sentindo o lixo, mais ainda do que já me sentia antes. Ele se sentou ao lado dela. _Eu não imaginava que ele fosse filho do Wannie. _Nem eu. – Brenda respirou fundo. – Ele era o filho do estuprador... foi o que me disseram, e eu acreditei. _O que vocês dois fizeram na casa de Eric, naquela noite? Brenda sentiu uma vontade incontrolável de rir. _Coisas que você nem imagina. – Ela brincou. – Estávamos muito bêbados... tinha um jogo esquisito do JunJin... ele acabou apagando, e nós ficamos sozinhos... e o jogo tinha umas coisas para fazer... no final, Dong Wan estava só de cuecas, eu estava completamente fora de mim... _É, ele gosta de tirar a roupa. – Alex riu. – E então... mas JunJin estava lá! _E nós não vimos nada! Nem ele, posso afirmar. Foi impulsivo... eu pensei que estava me apaixonando. E então... foi uma vez. Eu podia acreditar que um estupro único poderia me engravidar, mas não acreditei que amor de verdade pudesse. _Você precisa falar com ele. _Como está o menino? Joseph... você sempre gostou desse nome. _É. Joey está bem... ele sabia que você existia, só não sabia quem era você. Minha preocupação é Dong Wan... _Ele vai ficar sabendo... na hora certa. Não agora, ele está doente demais. Não vou me arriscar a perdê-lo pela ducentésima vez. Alex beijou Brenda na testa e saiu. E ela ficou ali, pensativa. Não sabia o que fazer. De repente, ela estava com o homem que julgava detestar, de frente com o seu filho e sabendo que o filho que ela abandonou era o filho daquele mesmo homem por quem ela pensou estar se apaixonando. Alex pensou várias vezes em ficar mais no hospital, mas Brenda o fez desistir. Ela ficaria no hospital, mesmo de alta, enquanto Dong Wan ali ficasse. Ele deveria mesmo ir para casa. O médico liberou para que fosse a Taiwan, e ele convidou Julie para ir com ele. _Não posso, Alex. – Ela recusou, sofrendo. – Com Brenda internada, preciso assumir tudo. O Shinhwa ainda tem cinco membros, eles vão continuar se apresentando na TV e em outros eventos... as fãs já estão em polvorosa porque Dong Wan está internado. _Então vou ficar em Hong Kong com você. – Ele decidiu. _Que bom que pode tirar férias assim... – Ela implicou. _Será bom que Joey fique por perto também... porque logo, logo Brenda terá que confessar a Dong Wan a verdade. _E vocês ficarão onde? _Nós ficaremos em um hotel... como todos. _Tá bom. – Julie não iria discutir com ele. Saíram do hospital e alguns carros estavam esperando para levá-los até onde quisessem. Lee Hom tinha prestígio em qualquer lugar da Ásia, e enfrentar uma multidão de fãs que se aglomerava fazendo vigília no hospital seria difícil. Os outros membros do Shinhwa estavam também fora do hospital, desde que todos estavam melhorando. Eles precisavam continuar a seguir suas vidas e cumprir suas obrigações, ainda mais sem Dong Wan. Já havia entardecido bastante quando Julie pensou que deveria voltar ao seu hotel, para tomar um banho e deixar Alex descansar. Ela pegou sua bolsa e foi até ele despedir-se. _Onde vai? – Ele perguntou, sonolento por causa dos medicamentos. _Para o hotel... vou tomar um banho e... _Você não precisa ir. – Alex a puxou pela mão. – Não precisa mesmo... _Mas agora você está cercado da família e... _Eu estou em um andar com cinco quartos, todos ocupados por mim mesmo. Este aqui é só meu, se alguém entrar, é expulso. – Ele riu. – Ai, estou completamente zonzo. _Quer que chame alguém? _Não, quero que fique! – Ele insistiu. – Os dias têm sido uma loucura... só nos vimos em situações constrangedoras, em tragédias. Todos só choram e sofrem... preciso de você agora, que está tudo em paz, também. – Ele puxou Julie para si e a abraçou, apoiando a cabeça em sua barriga. – E eu estou tão tonto que logo, logo eu durmo. Não vai ter que me aturar muito. Julie caiu na risada. _Eu adoraria ter que te aturar o tempo todo. – Ela acariciou seus cabelos. – Está bem, eu fico... mas vou usar o seu roupão. _Pode usar o que quiser, não usar o que quiser... _Alex... – Julie o repreendeu. – Você tem um buraco de dois quilômetros na cabeça e outro de cinqüenta metros na barriga. Ele sorriu, e fez com que eu corpo deslizasse pelo dela até encontrar sua boca. Beijou-a suavemente. _Eu só preciso de você aqui. Nada mais importa agora. |
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| Tatiana | Apr 24 2007, 12:52 AM Post #43 |
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Wannie's Girl
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[size=5]Capítulo 32[/size] Brenda foi até o quarto de Dong Wan. Era noite, naquele dia ninguém apareceu. Foi um sossego ao qual ela não estava acostuma. Dong Wan passara o dia sonolento e mal humorado. Ela normalmente o ignoraria, mas desde que seu coração resolveu aceitar que ela o amava... simplesmente qualquer coisa que ele sofresse era como se fosse com ela mesma. O mau humor dele a deixava ainda mais irritada. E ela sabia que eram efeitos dos medicamentos. Ele, ao menos, ainda não tinha rejeitado o órgão e estava se recuperando rapidamente. *_Dongwannie... – Ela se aproximou. Sentou-se na beirada da cama e deitou-se, querendo dividir com ele o travesseiro. *_O que foi? Daqui a pouco o médico vem te expulsar... você nunca vai melhorar desse jeito. – Ele se virou para ela, brigando. Seu rosto se iluminou em um sorriso, tão logo enxergou-a ao seu lado. *_Eu não ligo para o médico e estou melhorando... minha cirurgia já quase fechou. Tenho só uns 4 pontinhos estourados... mas eu vim aqui por outra coisa. *_Já sei... você quer minha senha bancária. – Ele implicou. *_Não. Eu quero te beijar. – Ela disse, olhando sério para ele. Era difícil ficar séria, mas ela tentou. *_Ahm? – Ele não entendeu. *_Desde que você resolveu se enfiar embaixo de outro carro, ainda não te beijei. Você sabe... Brenda quando precisa de alguma coisa... *_É uma ordem. – Ele riu. Segurou a cabeça de Brenda com uma mão e beijou seus lábios. Ela teve medo de lhe encostar e ferir algo. Colocou as mãos suavemente sobre os seus quadris, desejando segurá-lo com força. Fechou os olhos até o momento em que ele soltou sua boca, devagar. *_Obrigada. – Ela disse, sorrindo. – E tem mais outra coisa. Eu sei que você está frágil... mas se eu não te contar isso, vou ser consumida. Eu preciso... preciso falar. Eu estou nervosa, eu estou ansiosa, eu preciso. E é só com você que posso compartilhar isso. Dong Wan sentiu que Brenda estava aflita. Ela jamais pediria para ser beijada daquela forma... e depois tinha algo para contar. Ele se sentou na cama, e olhou para ela. *_Fale. Estou ouvindo. *_Você lembra quando eu fui embora para os EUA? *_Todo dia. – Ele puxou do fundo da memória. *_Pois bem... eu fui embora porque eu estava fugindo. *_Fugindo do que? – Dong Wan ficou curioso. *_Você se lembra da noite em que você me pegaria na universidade e você não foi? Eu decidi ir embora sozinha... *_Alex não foi te buscar? – Dong Wan estranhou. – Nossa, faz uns seis anos... eu pensei que ele tinha te pego, e depois disso você ficou quase uma semana sem aparecer... ele disse que você tinha viajado. *_Ele mentiu porque eu pedi. Eu estava no hospital. – Ela disse, voz baixa. *_Como? *_Naquela noite, indo para casa, eu fui estuprada. Dong Wan franziu-se todo. Brenda estava lhe falando um absurdo... algo que ele nunca sonhou que pudesse ter acontecido com ninguém que ele conhecesse. Sentiu uma fisgada na cirurgia. Sentiu-se mais zonzo ainda. *_Ok, isso é brincadeira, certo? Isso é... e de mau gosto! *_Eu fui deixada jogada em um beco... um transeunte me viu e chamou a polícia. Alex foi me encontrar no hospital. Eu estava desacordada. Fiz com que ele prometesse que ninguém nunca saberia disso. *_E você fugiu por que? Céus Brenda... eu nunca soube, eu nunca... – Ele estava transtornado. *_Porque eu não podia encarar você. Eu te culpei, Dong Wan. Você tinha que ter estado comigo naquela noite. Dong Wan abraçou Brenda com força. Ela recostou-se em seu peito... a sensação de alento que ela procurava por anos. Ele não tinha palavras para dizer o que sentia. Não tinha como expressar o turbilhão de pensamentos que lhe inundavam. *_Eu nunca soube. – Ele disse outra vez. – Desculpe-me... eu jamais deixaria que alguém te ferisse! Eu trocaria de lugar com você qualquer coisa que acontecesse! *_Eu fiz tudo errado, Dongwannie. – Brenda respirou fundo. – Todos pensam que eu não te falaria, mas chega de desencontros. Naquela noite... eu fui examinada. Poucos dias depois, fui constatada grávida. Como vítima de estupro, queriam me dar medicamentos para matar o feto. Eu não deixei... eu não poderia. Mas também não poderia criar o filho daquela violência toda. *_Você teve um filho? – Ele estava horrorizado. *_Sim. Ele nasceu há cinco anos e sete meses atrás... deixei ele na maternidade, para que fosse adotado. Mas hoje... hoje eu descobri que, sem me falar nada, Alex vem cuidando do meu filho. Ele diz que é seu irmão mais novo. *_Joey! – Dong Wan assustou-se. – Joey é seu filho???? Alex disse que o tinha adotado... mas... ele... Joey é coreano. – Dongwannie considerou. *_Você o conhece??? – Brenda sentiu os olhos se encherem de lágrimas. *_Sim, conheço... poucas vezes, é um menino lindo. Alex disse que ele fora abandonado pela mãe... mas insisto... como Joey pode ser seu filho se ele é coreano??? *_É porque Joey também é seu filho, Dongwannie. – Brenda disse aquilo quase muda. Sua voz estava baixa. Dong Wan a soltou e passou as mãos pelos cabelos. *_Você só pode estar brincando comigo. – Ele disse, depois de vários minutos sem ar. Seu peito se movia rapidamente. Brenda olhava para baixo, ela não sabia o que dizer. *_Eu não estou. Ontem... o menino esteve aqui. Julie disse que ele se parecia com você. Todas as peças do quebra cabeças se juntaram automaticamente... estávamos cegos demais para ver o óbvio. *_Isso é... – Ele apertava os lábios, lágrimas nos olhos. – Isso é... ok, eu preciso ficar sozinho. *_Dongwannie eu... *_Brenda, por favor... – Ele disse, virando-se para o lado. – Não resolva ser uma boa pessoa agora. Eu preciso ficar sozinho. Brenda resolveu respeitar a vontade de Dong Wan e deixou o quarto. Ela também estava confusa, não podia culpá-lo. Mas naquele momento, tudo que ela queria era que ele a abraçasse e dissesse que tudo ia ficar bem. Era a segunda vez que ela precisava de um abraço; dele do lado dela. E ele não estava. |
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| Tatiana | Apr 24 2007, 12:53 AM Post #44 |
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Wannie's Girl
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[size=5]Capítulo 33[/size] _Eu ainda não sei se te odeio... – Brenda disse a Alex, no dia seguinte pela manhã. – Dongwannie não fala comigo desde ontem e a culpa é sua. _Você não deveria ter contado a ele! Ele está sensível... _Ele tem que deixar de ser fresco! – Brenda fez uma careta. – Mas o médico me deu alta... ele disse que me recuperarei melhor fora daqui. _Você o irritou tanto que ele achou melhor te expulsar logo. – Alex caiu na risada. _Eu não vou sair e deixar Dongwannie sozinho. _Ele não está sozinho... está com a família e amigos. E você precisa cuidar de você, Brenda... ou não vai ter nada para ele quando sair daqui. _Eu sei, eu sei... mas... se eu deixá-lo, vou estar fazendo o mesmo que ele sempre faz comigo... Alex abraçou Brenda carinhosamente, e ajudou-a arrumar suas coisas para que fossem ao hotel. Estavam todos bem melhores, porém com os corações em pedaços. O pequeno Joseph tinha voltado a Taiwan com a família de Lee Hom. Ele deveria ser poupado das confusões até que elas se acertassem. Três dias depois... Julie acordou zonza, incomodada com a claridade. Esfregou os olhos e se levantou com cuidado, para não acordar Alex, que dormia sereno. Ela beijou-lhe a face e foi fechar as cortinas. Mas não dormiria mais... já era hora de se levantar, porque ela tinha trabalho. Não estava de atestado médico. O telefone tocou, Julie correu a atender. Era muito cedo ainda, quem poderia ser além de... Brenda. _Fale Brenda. _Alex está acordado? – Ela perguntou. Julie já estava ficando enciumada. Brenda só queria saber do seu homem. Mas eles eram melhores amigos; eles se amavam acima de tudo. Ela tinha que ser tolerante. _Não... por que? _Precisava do carro... Dongwannie sai hoje. _Ele não tem carro? _Eu queria buscá-lo na SUV... bem, vou passar aí para pegar as chaves. Depois me entendo com Alex. Brenda desligou, Julie voltou para seu ritual matinal de limpeza. Em menos de cinco minutos, a porta do quarto ia abaixo. Julie tinha que ter paciência com Brenda... desde que ela deixara o hospital e Dongwannie ficara lá, ela estava insuportável. Se um dia ela tivesse sido suportável... Alex acabou acordando com o barulho. Julie enrolou-se no roupão e foi receber Brenda. _Você está podendo derrubar portas agora? – Ela brincou. _O motorista me leva... mas quero a SUV. _Alex acordou. _Não tenho tempo, ou toda a família dele aparece e o leva... _Você deveria deixar. – Julie fez um movimento negativo com a cabeça. – Afinal, é a família dele... _Sou a mãe do filho dele. – Brenda foi melodramática. – Ok, estou sendo brega. Me dê logo as chaves, Julie... Sem chances de ganhar Brenda em uma discussão, Julie entregou-lhe as chaves do carro de Alex. Brenda foi até o hospital buscar Dong Wan. Chegou lá atrasada... segundo os enfermeiros, Dong Wan tinha sido liberado naquela manhã e seus familiares o haviam levado para casa em uma ambulância. Brenda sentiu uma coisa dentro de si, e não era nada bom. Aquela história já tinha dado o que poderia. Ela ignorava Dong Wan, mas ele não poderia ousar fazer o mesmo com ela. *_Alô. – Uma voz que ela ignorou atendeu. Brenda ligara, do hospital mesmo, para o celular dele. Estava na sua caixa postal. *_Preciso falar com Kim Dong Wan por favor. *_Sou eu, Brenda. – JunJin riu. – Que saudades... fazem dias que não nos falamos! *_Jinnie!!! Você está com Dongwannie... *_Sim... você não vem para cá?? Está onde? *_Eu vim buscá-lo no hospital, mas ele não quis vir comigo... *_Como assim? – JunJin coçou a cabeça. – Ele ficou te esperando... não queria vir. Nós o arrastamos à força... ele continua aqui te esperando... e está chato. *_Onde vocês estão? *_Casa do Hyesung. Brenda entregou o telefone para o motorista, que se encarregou de pegar o endereço com JunJin. Pediu que ele pisasse o acelerador o mais fundo possível, para que ela chegasse logo ao seu destino. Esfregava as mãos e sentia dor aonde alguns pontos ainda resistiam. Ela não deveria estar tão agitada, mas estava. A adrenalina percorria seu sangue e ela nem entendia a razão. O motorista estacionou a SUV e Brenda disse que ele poderia retornar ao hotel. Ela poderia demorar... a casa de Hyesung era linda, e ela precisou chamar no portão eletrônico e aguardar vários minutos. Logo, Eric e JunJin vieram recebê-la. *_Brenda... – Eric a cumprimentou. – Você está pálida. *_Eu também te amo. – Ela brincou. – Estou meio dolorida... *_Venha comigo. – JunJin não fez cerimônias; segurou Brenda em seus braços e a levantou no colo. *_Ei... eu estou bem e... *_Sem discussão. – Ele ficou impassível. Conduziu Brenda nos braços até o hall de entrada da casa, com Eric rindo bastante atrás. Ele achava graça de tudo... *_Como está Dongwannie? *_Chato. – Minwoo disse, vindo recebê-los. – Seja bem vinda... o anfitrião está sei lá onde, então eu recebo quem chega. Caminharam até um quarto que ficava no primeiro andar, porta fechada. Lá estava Dong Wan na cama, olhando para o teto, e Andy sentado, lendo uma revista. Brenda entrou apreensiva... ele podia ainda estar irritado com ela. Ela não sabia como fazer ou o que fazer, mas ignorá-la ele não podia. |
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| Tatiana | Apr 24 2007, 12:54 AM Post #45 |
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Wannie's Girl
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Ok, lágrimas. ESSE É O PENÚLTIMO CAPÍTULO! :007: ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ [size=5]Capítulo 34[/size] *_Dongwannie... olha, seja lá o que for que se passe nessa sua cabeça descerebrada, o passado já aconteceu. Eu não posso voltar atrás, Deus sabe como eu queria. Só que tem um... – Ela iniciou um discurso, se aproximando dele. Ele olhou para ela surpreso, e selou seus lábios com os dedos. *_Shhh... o que deu em você? *_Eu só queria dizer que... *_Brenda! – Dong Wan a interrompeu novamente. – Não precisa me explicar mais isso... eu não estou chateado. *_Mas você nem... *_Você precisava descansar... eu tinha que te deixar descansar. Se eu ficasse ligando, você nem sairia do hospital. *_Então fez isso para me afastar conscientemente? – Brenda exaltou-se. *_Não seja irritante, mulher... – Ele riu. – Venha cá. Dong Wan puxou Brenda para si, fazendo com que ela ficasse bem próxima. *_Eu deveria... *_Eu te amo. – Ele disse, beijando-a nos lábios. Fez um gesto com as mãos expulsando Andy do quarto, e beijou-a ainda mais profundamente. Depois de alguns minutos em que somente se beijaram, Brenda ainda sentia os lábios de Dong Wan sobre os seus quando ele resolveu tocar no assunto que os afligia. *_Quero ver meu filho. – Ele disse, respirando lentamente. *_Alex o mandou de volta a Taiwan... ele estava meio assustado com tudo. *_Peça para trazê-lo de volta. – Dong Wan sorriu, pensativo. – Eu tenho um filho... há quase seis anos, sou pai. Eu ainda era uma criança... *_Eu sei. – Brenda sentou-se ao lado dele, abraçando-o. – Dongwannie, eu cometi muitos erros... mas nenhum se compara a ter acreditado que aquele bebê que eu esperava podia ser mais filho de um estuprador do que seu. Eu deveria ter esperado... *_Eu não deveria tê-la deixado. – Ele disse, acariciando seus cabelos. – Eu quero vê-lo, Brenda... preciso estar com ele. Ele sabe? *_Que eu sou mãe dele... mas ele não entende isso direito, porque foi criado até agora como irmão de Alex, como parte da família dele. Ele não sabe de você. *_Peça para que o busquem. – Dong Wan beijou Brenda novamente. – E diga obrigado a Alex quando o vir... sem querer, ele cuidava do meu bem mais precioso enquanto eu ignorava a sua existência. Brenda pegou o celular e ligou para o celular de Alex, para desespero de Julie. A amiga simplesmente parecia ser dona dele. Alex relutou um pouco em pedir que trouxessem Joseph Lee de volta, mas acabou cedendo. A vontade dele sempre fora que Brenda reencontrasse seu filho, e aquilo acontecera. Mas ele sabia que, mais cedo ou mais tarde, Joey passaria a viver com ela, e com Dong Wan. |
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